Muitas vezes quando ligamos a torneira em nossas casas, não nos damos conta que a água é um recurso findável, esse é um hábito que adquirimos graças a facilidade proporcionada pelos sistemas de abastecimento construídos nos últimos anos. Mais temos que lembrar que dos anos 70, até meados dos anos 90, a situação era bem diferente, a escassez era constante e o sofrimento de nossa gente era imenso.
Agora vejam essa cena desoladora, o Rio Acaraú na cidade de Morrinhos, sem água. O solo rachado pela seca que assola a região. O urubu, voa sobre o espaço, como que observando a vida que agoniza no único poço d'água que avistamos onde antes ela percorria seu caminho rumo ao mar.
Cena triste do nosso semi-árido, realidade que dói, enche o olhos de lágrimas do nosso agricultor e assusta aos mais jovens, pois estes nunca antes tinham visto o rio onde eles tantas vezes tomaram banho, na situação em se encontra hoje, seco com aparência de deserto.
O gado que antes passavam de uma margem a outra a nado, hoje caminha sobre o pedregulho do solo rachado na esperança de encontrar um poço onde possa matar sua sede.
Dor cortante ao ver as espinhas dos peixes que agonizaram até a morte e hoje fazem parte do chão "torrado" pelo sol.
Estamos no mês de agosto, ainda falta muito tempo para ter início o período de chuvas e a situação do Rio Acaraú é beirante a de um deserto. Mas como todo nordestino que ao olhar para o horizonte e mesmo vendo um céu cinza, sem nuvens, ainda mantém a esperança que ela volte, fica o desejo de vê outra vez nosso rio comum (de Acaraú, Tamboril, Pires Ferreira, Sobral, Santana do Acaraú, Morrinhos, Marco, Bela Cruz e Cruz) cheio de vida e com água em abundância.
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